A chama

Eu entendo quando ela diz
Que ainda existe esperança.
É como uma chama
De uma vela quase apagada
Uma vela pequena, desgastada.
As lembranças do que já foi,
Do que se passou,
Como alguém que mexeu comigo
E hoje talvez nem fale mais comigo.
Por motivos diversos,
Se foi.
Geralmente sem porquê.
Entendo quando ela diz que fez planos,
Sonhou,
Mas, por algum motivo, o sonho se despedaçou.
A pessoa se foi
De algum modo, acabou
Mas as lembranças ficam
As memórias daqueles momentos,
Com aquela pessoa, ficam
É uma chama que nunca se apaga
É essa chama que às vezes se incendeia,
Repentinamente e sem motivo
Mas sempre permanece acesa
Firme, forte
Sem nunca se apagar
O que não podemos deixar
É que essa chama
De algo que passou,
Mas nos marcou,
Nos impeça de levar a vida adiante
Conhecer gente nova, se apaixonar de novo
Viver o presente
E, novamente, sonhar com o futuro

(Thomas Tyn Chow Wang – 15/11/2013)
Sugestão de leitura: A lágrima

[publicado originalmente no Palavrarte]

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